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HISTÓRIA
Em 1713 partiu para a Holanda onde pretendia desenvolver as suas experiências. Voltou em 1716 e concluiu em 1720 o curso universitário que tinha interrompido. Fundada a Academia Real de História em 1720, foi nomeado académico e D. João V colocou-o na Secretaria de Estado tendo-o nomeado fidalgo-capelão da casa real e concedeu-lhe rendimentos no Brasil. Foi encarregado pela Academia de escrever em português a História do Bispado do Porto. Pouco antes de morrer converteu-se ao judaísmo e em 1724 fugiu para Espanha evitando as perseguições da Inquisição de que era alvo. Faleceu num hospital de Toledo, Espanha, durante a fuga, em 1724. Era irmão do político e diplomata Alexandre de Gusmão (1629-1724).
OBRA
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Bibliografia
AMEIDA, L. Ferrand de, “Gusmão, Bartolomeu Lourenço de”, in SERRÃO,Joel, Dicionário de História de Portugal, Porto, Figueirinhas, 1981, vol. III, pp. 184-185.CARVALHO, História dos Balões, Lisboa, Relógio d’Agua, 1991.CRUZ FILHO, F. Murillo, Bartolomeu Lourenço de Gusmão: Sua Obra e o Significado Fáustico de Sua Vida, Rio de Janeiro, Biblioteca Reprográfica Xerox, 1985.SILVA, Inocencio da, ARANHA, Brito, Diccionario Bibliographico Portuguez, Lisboa, Imprensa Nacional, T. I, pp. 332-334.TAUNAY, Affonso d’Escragnolle, Bartolomeu de Gusmão: inventor do aerostato: a vida e a obra do primeiro inventor americano, S. Paulo, Leia, 1942.TAUNAY, Affonso d’Escragnolle, Bartholomeu de Gusmão e a sua prioridade aerostatica, S. Paulo: Escolas Profissionaes Salesianas, 1935, Sep. do Annuario da Escola Polytechnica da Univ. de São Paulo, 1935.
Após ter recebido do rei D. João V, em 19 de Abril de 1709, apoio e um privilégio que lhe permitiria ter o exclusivo na construção de máquinas voadoras, dedicou-se a esta tarefa. A 5 de Agosto de 1709 fez uma primeira experiência pública, na sala do Paço e na presença do rei, tentando fazer subir um globo de papel que tinha sob a abertura uma pequena barquinha com fogo, mas o balão ardeu sem voar.
A segunda experiência, a 7 ou 8 de Agosto resultou. No dia 8 de Agosto de 1709, na sala dos embaixadores da Casa da India, diante de D. João V. da Rainha, do Núncio Apostólico, Cardeal Conti (depois papa Inocêncio XIII). do Corpo Diplomático e demais membros da corte. Gusmão fez elevar a uns 4 metros de altura um pequeno balão de papel pardo grosso, cheio de ar quente, produzido pelo “fogo material contido numa tigela de barro incrustada na base de um tabuleiro de madeira encerada”. Com receio que pegasse fogo aos cortinados, dois criados destruiram o balão, mas a experiência tinha sido coroada de éxito e impressionado vivamente a Coroa A 3 de Outubro um outro “instrumento de voar”, lançado da Casa da India, elevou-se a grande altura.
Durante a segunda metade do século XVIII difundiu-se a ideia de que o próprio Bartolomeu de Gusmão teria efectuado um voo num aeróstato por ele construido, entre o Castelo de S. Jorge e o Terreiro do Paço, mas trata-se de uma lenda, não há documentos que registem esse acontecimento e as suas experiências teriam avivado a imaginação popular a tal ponto que ele seria alvo de chacota.
Não se conhecem outras experiências para além das que praticou na corte, sendo muito famosa a gravura que fez da “passarola”, que não terá passado de um artificio de Gusmão para desviar a atenção dos seus detractores e dos curiosos. As experiências com aeróstatos foram desenvolvidas na segunda metade do século XVIII pelos irmãos Montgolfier. Joseph Michel(1740-1810) e Étienne (1745-1799). Após várias experiências, em Setembro de 1783 fizeram subir um balão de ar aquecido que transportou très animais e em Novembro um outro balão transportou duas pessoas e sobrevoou Paris.
Os irmãos Joseph Michel Montgolfier (26 de Agosto de 1740 – 26 de Junho de 1810) e Jaques Étienme Montgolfier (6 de Janeiro de 1745 – 2 de Agosto de 1799) foram inventores que construíram o primeiro balão tripulado no ano de 1783.
Os irmãos eram filhos de um fabricante de papel (a fábrica é a Canson, que até hoje é uma das companhias mais tradicionais e modernas do mundo) de Annonay, sul de Lyon, França. Segundo consta, quando os irmãos brincavam com um saco de papel aberto invertido sobre o fogo, eles repararam que o saco flutuava. Com isso, descobriram que poderiam finalmente realizar o grande sonho da humanidade, o de voar.
Etiene E Joseph Montgolfier
Passaram então a fazer diversos experimentos com diversos materiais até construírem um balão prático. No dia 5 de junho de 1783, exibiram publicamente um balão que possuía 32 m de circunferência e era feito de linho que foi enchido com fumaça de uma fogueira de palha seca, elevou-se do chão cerca de 300 m, durante cerca de 10 minutos voando uma distância de aproximadamente 3 quilômetros. No dia 19 de setembro de 1783, perante o Rei Luis XVI e a Rainha Maria Antonieta, Joseph Montgolfier repetiu sua experiência, o balão voou por 25 minutos com dois ocupantes (Pilatre de Rozier e François Laurent) percorrendo mais ou menos 9 quilômetros. Muitos não consideram Etiene e Joseph Montgolfier como os inventores do balão de ar quente. Em 1709, o Padre Jesuíta português, nascido no Brasil colônia, Bartolomeu Lourenço de Gusmão teria conseguido a ascensão em um balão cheio de ar quente, portanto quase 80 anos antes dos irmãos franceses Montgolfier. O invento de Montgolfier ao que tudo indica, segundo as revistas francesas Nouvelle Europee L’Aeron do início do século XX, foi mera cópia do aerostato de Gusmão, uma vez que após sua fuga para a Espanha deixou seus planos inventivos com seu irmão e notável cientista Alexandre de Gusmão. Sabe-se que quando Alexandre esteve em Paris manteve estreitas relações de amizade com o cientista José de Barros, o qual por sua vez era amigo pessoal de Montgolfier. Em 1917 a petição que Bartolomeu de Gusmão fez a D. João V foi encontrada no Vaticano. Alguns desenhos da aeronave foram impressos no periódico Wienerische Diarium de 1709 Houve uma demonstração pública da experiência frente à corte portuguesa.
BALONISMO
Século XVIII
8 DE AGOSTO DE 1709
5 DE JUNHO DE 1783
19 DE SETEMBRO DE 1783
21 DE NOVEMBRO DE 1783
Século XIX
20 DE JUNHO DE 1803
16 DE MARÇO DE 1836
7-8 DE NOVEMBRO DE 1836
8 DE SETEMBRO DE 1856
Século XX
30 DE SETEMBRO DE 1906
Primeira corrida de balonismo Gordon-Bennett; a corrida de balonismo mais prestigiada a nível mundial teve lugar em Paris e os seus vencedores foram os americanos Tenente Frank P.Lahm (1877-1963) e o Major H. B. Hersey, que aterraram em Searborough, Inglaterra depois de terem percorrido 647.98 km.
1907
24 DE JUNHO DE 1916
27 DE MAIO DE 1931